Cantareira cai após dia sem chuva nos seis grandes sistemas de SP





O nível do Sistema Cantareira voltou a cair nesta quarta-feira (12) após dia sem chuvas nos seis grandes sistemas de abastecimento de água geridos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Alto Tietê, Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Grande e Rio Claro completam a lista. O nível das represas caiu em todos eles.
Entenda como é o abastecimento de água na Grande São Paulo pelos sistemas Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro e Alto Cotia (Foto: Arte G1)
No Cantareira, o índice caiu 0,1 ponto percentual e chegou a 11% de sua capacidade total, já incluindo a segunda cota de sua reserva técnica. Se não fosse esse volume adicional, o nível estaria em 0,3% nesta quarta.
Já no Alto Tietê, o índice recuou de 8% para 7,8%, queda de 0,2 ponto percentual.
No Guarapiranga, a queda foi de 0,3 ponto. O sistema segue caindo e foi de 36% para 35,7% após dia sem chuvas.
No Alto Cotia, o nível passou de 30,1% para 30% e, no Rio Grande, regrediu de 66,5% para 66,3%.
O sistema Rio Claro também teve queda. Apesar da primeira atualização informar que o nível tinha subido, de 37,7% para 44,3%, a Sabesp alterou a informação ao ser questionada pelo G1 e disse que se tratou de um "erro de digitação".
O dado correto é de queda de 0,8 ponto percentual. O nível foi de 37,7% para 36,9%.
Alckmin pede R$ 3,5 bilhões
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda (10), após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, que o estado precisará de R$ 3,5 bilhões para a construção de oito grandes obras que servirão a partir de 2015 para o enfrentamento da crise do abastecimento de água na região.

“O que nós propusemos ao governo federal foram novas obras, oito obras, e o valor dessas obras será de R$ 3,5 bilhões, o orçamento total das obras. […] O governo de São Paulo precisará do máximo que [o governo federal] puder. Pode ser recurso a fundo perdido, do Orçamento Geral da União, ou pode ser financiamento, e nós temos uma boa capacidade de financiamento,” disse o governador.
De acordo com Alckmin, um grupo de trabalho foi criado para que a União e o governo estadual possam se reunir para discutir como se daria o repasse dos recursos federais a São Paulo, para quais obras e os valores. O colegiado, segundo afirmou, se reunirá na próxima segunda-feira (17) pra discutir o assunto.
'Repasse depende de estudos'
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, não confirmou se o governo federal irá repassar toda a verba pleiteada por São Paulo. Segundo ela, o valor dependerá dos estudos a serem apresentados na semana que vem sobre cada uma das obras.

“Não se discutiu o montante de recursos nessa reunião. Muito comum a presidente dizer que depende da importância das obras a serem realizadas. Se, nessa conversa direta, estiverem claras as importâncias dessas obras, poderemos até apoiar tudo, mas isso vai depender dessa discussão”, disse Miriam.
saiba mais
Geraldo Alckmin apresentou as oito obras que são necessárias para a região: interligação dos reservatórios Atibainha e Jaguari; construção de dois reservatórios em Campinas; adução dos reservatórios; Estação de Produção de Água de Reuso (EPAR) Sul de São Paulo; EPAR Barueri; interligação do Jaguari com o Atibaia; interligação do Rio Grande com o Guarapiranga; e poços artesianos no Aquífero Guarani.
A jornalistas, Alckmin afirmou no Palácio do Planalto ter apresentado à presidente, além das oito obras necessárias para o estado, os sete sistemas de abastecimento de água existentes na região. Segundo o governador, duas obras devem ser entregues em 2015 e as demais, em até três anos.
O governador voltou a afirmar que não há racionamento de água na região e que o abastecimento está garantido para o ano que vem. “Não há esse risco [de racionamento]. Nós já temos repetido isso desde o início do ano, nós temos em São Paulo um sistema extremamente forte e nós nem entramos na segunda reserva técnica do Cantareira”, afirmou.

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