Solução política para conflito na Síria parece uma meta muito distante





Por Redação, com agências internacionais - de Bruxalas e Riad

A Conferência Genebra 2, que vai buscar uma solução política negociada para a crise na Síria
A Conferência Genebra 2, que vai buscar uma solução política negociada para a crise na Síria
A Conferência Genebra 2, que vai buscar uma solução política negociada para a crise na Síria, sequer tem uma data marcada para acontecer, enquanto radicais sunitas trabalham para o agravamento do conflito. Uma reunião realizada nesta quarta-feira, entre representantes da diplomacia das Nações Unidas (ONU), dos Estados Unidos e da Rússia não conseguiu estabelecer uma data para a conferência. O encontro também contou com delegados da França, da China, do Reino Unido e de outros países vizinhos da Síria, no entanto, a oposição síria não se manteve coesa e esse foi o principal entrave para o consenso sobre a Genebra 2.
No dia 25 de novembro ocorre uma nova reunião preparatória.
– Estávamos com esperança de poder anunciar uma data, mas não poderemos. Ainda estamos lutando para ver se conseguimos realizar a conferência antes do final do ano – disse o enviado especial da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi.
Segundo Brahimi, a oposição síria está com dificuldades. A Coalizão Nacional Síria (CNS), o principal grupo opositor, travou a reunião ao exigir que fosse estabelecido um calendário rigoroso para a saída do atual presidente, Bashar Al Assad.
O posicionamento gerou críticas por parte da Rússia, aliada da Síria e defensora da conferência. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, considerou esse condicionamento “pura provocação”. Lavrov argumentou que desde que o governo de Assad vem se mostrando disposto a negociar, a oposição vem insistentemente impondo condições.
A Arábia Saudita também dificultou o sucesso da reunião de ontem ao declarar que não vai participar da conferência, caso o Irã seja convidado. O país é membro da Liga Árabe, que também vem participando como mediador da crise.
– Qualquer atraso, até de um dia, significa mais derramamento de sangue e uma verdadeira derrota para os sírios que querem o fim dessa situação trágica no país – disse o líder do grupo que representa o governo da Síria nas negociações, Rajaa Al Nasser.
Mais armas
Enquanto as potências mundiais e o governo sírio tentavam alinhavar um entendimento mínimo para o cessar-foogo, o príncipe saudita Al-Faisal, durante uma entrevista ao jornal The Washington Post, no fim de semana, instou o governo da Arábia Saudita a enviar mais armas aos grupos que atuam no país, muitos compostos por mercenários e extremistas estrangeiros, que investiram também em atos de terrorismo.
Para o príncipe saudita, é necessário “nivelar a balança de poder” na Síria, já que o presidente Bashar al-Assad e o Exército Árabe Sírio vem conquistando importantes vitórias, tanto militares quanto diplomáticas. Da mesma forma, Al-Faisal reconheceu que existe uma forte presença da rede Al-Qaeda e de outros grupos extremistas no país, e assegurou que, se a guerra se prolongar, outros países terão de se envolver diretamente.
A Arábia Saudita tem sido o principal provedor de armas e fundos aos grupos armados, seguindo uma política contrária a de outros países da região, como o Líbano e o Iraque, igualmente preocupados com a extrapolação da violência para âmbitos regionais. Para estes países, críticos da política da Liga Árabe, a ingerência na Síria é contra-produtiva e inaceitável.
De acordo com um recente informe do diário francês Le Figaro, as armas usadas pelos paramilitares na Síria são compradas pela Arábia Saudita por contrabandistas da Ucrânia e da Bulgária. Entre este armamento estão mísseis israelenses transferidos para a região de Damasco, onde se instalaram diversos grupos.
Entre os países que apoiam a oposição (onde são incluídos os grupos armados autores de inúmeros crimes de guerra) estão potências ocidentais como os EUA, o Reino Unido e a França, e países da região como a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia, cujos governos afirmam abertamente o combate ao governo constitucional de Assad.
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