Escândalo de espionagem provoca protestos em várias partes do mundo 7/11/2013 13:15 Por Redação, com BBC - de Washington, EUA








Quem espiona quem? Com a recente revelação de que o Brasil espionou diplomatas norte-americanos, além de representantes de países como Rússia e Irã, o debate voltou a esquentar. A revelação, feita na última segunda-feira pelaFolha de S.Paulo, dá mais espaço ao argumento que representantes americanos vêm repetindo nos bastidores desde a eclosão do escândalo da espionagem promovida pela Agência de Segurança Nacional (NSA), dos Estados Unidos: todo mundo espiona todo mundo.
A divulgação de documentos vazados pelo ex-consultor da NSA Edward Snowden mostrou que os Estados Unidos haviam espionado países considerados amigos, incluindo Alemanha, França e Espanha.
Há pouco mais de dois meses, a revelação de que a NSA havia espionado ligações telefônicas e e-mails da presidente Dilma Rousseff e comunicações da Petrobras levaram a mandatária brasileira a cancelar uma visita oficial programada aos Estados Unidos para outubro.
- Os aliados se espionam entre si porque têm interesses idênticos”, afirma Jeffrey Richelson, autor do livro The US Intelligence Community. “Há muito poucos aliados que sejam tão próximos que não faça sentido coletar dados de inteligência – observa.
Um dos exemplos que ele cita é a chamada “Aliança dos Cinco Olhos”, formada inicialmente pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha logo após a Segunda Guerra Mundial, quando decidiram deixar de se espionar mutuamente. O grupo cresceu depois com a entrada de Austrália, Canadá e Nova Zelândia ao acordo.
Em entrevista à agência britânica de notícias BBC, o jornalista James Bamford, que pesquisa sobre a NSA há mais de 30 anos, comentou: “Todos os países do mundo mantêm um olho em diplomatas estrangeiros”.
Apesar disso, ele observa a diferença na dimensão das atividades como as praticadas pelo Brasil – as quais o governo classifica como “contraespionagem”, realizada dentro do marco da lei – e as “poderosas e intrusivas atividades da NSA”.
Nos Estados Unidos, ainda que o governo do presidente Barack Obama tenha reconhecido que os últimos vazamentos tenham afetado a relação com alguns aliados, não falta quem defenda aespionagem.
Em entrevista recente à TV CNN, o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Rogers, qualificou de “cínicos” os protestos dos países europeus e afirmou que a atividade “se trata de proteção legítima” dos interesses do país.
Analistas afirmam que a espionagem é parte da “arte de governar” e que esse tipo de operação secreta teve sua origem há vários séculos. De fato, os próprios Estados Unidos não estão livres de serem alvos de espionagem, e não somente de nações com as quais tenham divergências mais claras, como Irã, Cuba ou Coreia do Norte.
Confira no quadro abaixo o que se sabe sobre a atividade de alguns países – mais próximos ou menos próximos do governo americano – em espionar os Estados Unidos.
Na segunda-feira, o jornal Folha de S. Paulo revelou que a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) monitorou um conjunto de salas alugadas pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília por suspeitar que elas eram usadas como estações de espionagem.
Segundo o jornal, a Abin teria monitorado também diplomatas da Rússia, do Irã e do Iraque entre 2003 e 2004, e agentes do serviço secreto francês, para investigar se havia algum envolvimento deles na explosão da base espacial de Alcântara, no Maranhão, em 2003.
Após a repercussão das denúncias de que o Brasil espionou diplomatas estrangeiros, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu na terça-feira as ações da Abin, qualificando-as de legais e rejeitando uma comparação com ações feitas pelos EUA.
- Eu vejo situações completamente diferentes – disse Cardozo. “O que nós tivemos (por parte dos Estados Unidos) em relação ao Brasil e outros países foi uma violação de sigilo, de regras da Constituição brasileira (…) (foram) violações que afrontam a soberania brasileira.”
Segundo o ministro, o que o Brasil fez foi “contraespionagem”. “Isso é absolutamente legal, dentro das regras que estão postas.” “Quando você acha que existem espiões de potências estrangeiras atuando no Brasil, você faz o quê? Você deixa espionarem? Não, você faz a contraespionagem”, afirmou.




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