Bolívia: indígenas rejeitam diálogo com defensores de estrada


















Indígenas amazônicos rejeitaram nesta quarta-feira o prazo limite que vence na quinta, imposto por um grupo de nativos e colonos que participaram de uma marcha até La Paz, para chegar a um acordo sobre a construção de uma estrada cruzando uma reserva ecológica na Bolívia. Indígenas do Sindicato Central Indígena de Povos do Oriente Boliviano (CIDOB), na região da Amazônia, fizeram uma marcha em outubro passado em repúdio à construção de uma estrada de 300 km, financiada pelo Brasil, cruzando o parque ecológico Território Indígena Parque Isiboro Sécure (TIPNIS), no centro do país, rico em flora e fauna.


Outro sindicato, o Conselho Indígena do Sul (CONISUR), apoiado pelo governo do presidente Evo Morales, fez outra marcha que chegou na segunda-feira a La Paz para se manifestar a favor da construção da via e deu um prazo até a quinta-feira para que o grupo de indígenas amazônicos aceite dialogar para acertar o que será feito com a obra viária. "Não vamos dialogar, nos parece uma chantagem essa exigência de dialogar", afirmou Justa Cabrera, dirigente da CIDOB, da cidade de Santa Cruz, 900 km ao leste de La Paz, que disse haver "uma lei para que não se construa a estrada que precisa ser respeitada".


Os indígenas amazônicos pressionaram o Congresso e o presidente Morales a aprovar uma lei para vetar a estrada, mediante uma manifestação que levou milhares de pessoas à sede do governo, mas agora o CONISUR, com outros milhares de indígenas, colonos e cocaleros, quer abolir a norma e que a estrada seja construída. "Estamos pedindo aos nossos irmãos para dialogar, que nos expliquem porque não querem a estrada", disse nesta quarta-feira, durante coletiva, o líder dos indígenas do Sul, Gumercindo Pradel, acrescentando que se não há conversações, "as bases dirão o que faremos depois".


O presidente Morales chamou ao diálogo os dois grupos de indígenas para acertar o que fazer com a estrada, enquanto líderes do Congresso boliviano disseram nesta quarta que não anularão a lei, se não houver acordos entre os dois setores em conflito. O influente senador governista, Fidel Surco, acrescentou que se não houver diálogo, se trabalha com a possibilidade de aprovar uma lei de consulta popular entre os nativos da área do parque ecológico para que sejam eles a decidir se querem ou não a estrada.
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